Conto

Vivendo o que não pode ser vivido #11

28.7.15
Acordei razoavelmente tarde no outro dia, e nem me dei conta de nada nem do dia em si, só sabia que não estava muito bem e que tinha algo de errado acontecendo comigo. Decidi que logo sairia da cama, e iria para a rotina de todo dia. Enrolei mais uma hora ou duas na cama e logo me levantei e fui fazer minha higiene matinal, desci e fui comer alguma coisa e me dei conta de que eu estava sozinho em casa achei entranho isso mas não me importei muito com isso. Comi e fui ver televisão, fiquei ali assistindo e senti falta do meu celular, então fui correndo para o quarto para poder pega-lo. E vi a quantidade de ligações e chamadas perdidas que tinham e fiquei assustado achando que aconteceu alguma coisa. Liguei para Arthur mas ele não atendeu, liguei para minha mãe e ela também não atendeu, achei estranho afinal ela tinha saído sem me avisar e agora não atendia, tentei ligar para Rodrigo mas também não me atendeu, fiquei muito chateado já que ninguém queria me atender eu também não veria mais ninguém naquele dia, desci e fui para a cozinha e peguei o máximo de comida que eu poderia carregar nos braços e levei para o quarto, tranquei a porta e decidi que não iria sair mais dali, já que todos estavam ocupados eu também estaria, liguei o computador e coloquei um filme pra assistir, fiquei ali assistindo o dia inteiro dormi acordei e voltei a assistir nem vi que horas eram e nem se tinha alguém em casa, eu só estava feliz por não ter ninguém pra me perturbar, fiquei trancado no quarto até que ouvi alguém bater na porta e só perguntei quem estava ali e minha mãe respondeu que era ela e perguntou se tava tudo bem, eu disse que estava com uma voz de quem estava bravo. ela pediu para eu destrancar a porta e gritei falando que não queria ver ninguém mas que destrancaria mais tarde. Ouvi quando ela se afastou do quarto então destranquei a porta, e voltei para a cama. Fiquei ali deitado por horas sem querer ver ninguém, comecei a assistir um filme e não vi a hora que eu dormi, quando acordei, já estava de noite, e a bagunça que eu tinha deixado do quarto já havia sumido, deduzi que minha mãe tinha arrumado tudo, mas decidi que não iria sair do quarto ainda. Peguei o computador de novo e comecei a olhar fotos antigas, e logo começou aparecer fotos do meu pai e quando me dei conta eu já estava estava chorando, continuei a ver as fotos e desisti de vê-las afinal aquilo estava me fazendo muito mal, deitei na cama e continuei chorando, por mais que eu gostasse dele e por mais que eu sentisse essa falta imensa dele, saber que passaria aquela data sem ele presente me fazia muito mal, era meu aniversário e eu não tinha mais ele ali comigo, meu pai o cara que mais me ajudava e mais me apoiava em tudo que eu tivesse vontade de fazer, Dormi chorando lembrando dele, e também imaginando como seria se ele estivesse ali.
Acordei assustado com Arthur sentado do meu lado com uma cara assustada e me sacudindo
- Rafa, Rafa, Rafa, acorda por favor acorda. ele me sacudia e eu olhei dentro dos olhos e só ai me dei conta de que estava chorando.
- Oi Arthur, o que ta acontecendo, eu to acordado- eu disse com a voz embargada por estar chorando e por ter acabado de acordar.
- Rafa por favor me diz o que ta acontecendo por que você ta chorando?- ele disse ainda segurando nos meus ombros
- Nada, nada- eu disse me virando ficando de costas para ele
- Rafa...- ele começou a falar e me abraçou- eu estou preocupado com você o que aconteceu? fala comigo por favor. Continuei ali deitado esperando que ele fosse embora, mas ele me surpreendeu e me abraçou e ficou ali deitado comigo me fazendo cafune sem falar nada, apenas ali comigo.
- Arthur se quiser pode ir embora eu realmente prefiro ficar sozinho -Eu disse de maneira rispida
- Pode me xingar e até mesmo gritar comigo, mas eu só vou parar de te perturbar se você for em um lugar comigo.- ele disse de maneira séria e determinada.
- Ok mas eu não quero mais ver ninguém e se tiver mais alguém eu vou embora nem que seja de vassoura. -eu disse meio que rindo do que acabei de falar,
- Tudo bem pode ser, mas vamos logo vai tomar um banho que eu vou ficar te esperando aqui então pode ir se arrumando- ele disse e sentando de novo na cama, pegando o celular.- você tem quinze miunutos- ele finalizou sorrindo.
Fui para o banheiro já com uma roupa para trocar, tomei um banho rápido e me arrumei, quando ia sair do banheiro Arthur estava parado na frente da porta
- Eu já ia bater porque você ganhou 10 minutos, agora vamos ter que correr. - ele disse olhando sério para mim.
- Desculpa mas eu não tinha como ir mais rápido.- eu disse fazendo cara de cachorro que caiu da mudança
- Ai tudo bem agora vamos logo.- ele disse me puxando pelo braço
- Espera eu preciso achar meu celular, não vou sair de casa sem celular. - eu disse me soltando e indo pra cama jogando tudo para o chão
- ele ta ali no som, agora vamos logo por favor. - ele disse de novo me puxando pelo braço- Você parece que esta enrolando de proposito, afinal ignorou o celular o dia inteiro e agora você quer ele pra que?
- Eu só quero ele pra saber as horas e depois para pedir para minha mãe abrir a porta pra mim. falando nisso eu tenho que avisar que estou saindo.
Apenas avisei gritando que eu estava saindo com Arthur e não esperei uma resposta. Entrei no carro e antes dele dar a partida já fui perguntando
- Para onde nós estamos indo? quem vai estar lá? O que vamos fazer? Minha roupa esta boa? Eu quero voltar pra casa não estou muito bem.- Ele apenas riu e olhou pra mim
- Calma você esta bem, esta muito bonito assim, e vai descobrir quando chegarmos agora fica calmo que daqui a pouco você vai descobrir onde vamos. - Ele disse isso e deu a partida no carro e eu fiquei tentando descobrir para onde iriamos.


(Continua...)

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